Aluf SPFWN48 – Pegasus

Aluf SPFWN48 – Pegasus

Quando abri os olhos, estava em uma extensa plantação de trigo. As palhas altas e beges contornavam meu corpo deitado no solo e, pela vibração delas, senti que um animal se aproximava. Era um Alce, com chifres curvos e grandes. Me levantei para comprimentá-lo. Aluf – Projeto Estufa – SPFW N48 Inverno 2020 – Foto: Zé Takahashi/ FOTOSITE

Atravessamos juntos a plantação, seu corpo abria o caminho até chegarmos à floresta – verde, escura, úmida, com troncos largos e altos. Me dispersei com a natureza da floresta e, quando me dei conta, estava sozinha. 

Com o intuito de encontrá-lo, iniciei uma dança e, entre piruetas e braços que se lançavam ao ar, criei asas. Acreditei que era um pássaro e voei até o alto de um penhasco, quando pousei fiquei tentando identificar qual espécie eu seria, mas não me reconheci em nenhuma. 

Saltei do penhasco, eu ainda voava, mas já não era mais pássaro, estava em cima de um. Para não cair, tentei me agarrar em suas penas, porém o que alcançava era apenas uma crina, foi quando me dei conta de que estava em cima de um cavalo branco e alado. Eu era ele e ele era eu. 

Voamos rente d’água para observarmos nosso reflexo e, ao pousarmos, a floresta inteira espelhou-se e transformou-se em furta cor. Quando ele encostou sua pata no chão, a floresta de vidro se quebrou, revelando toda areia que havia por trás dos espelhos. 

Finalmente, nos encaramos frente a frente e tive a confirmação de que era ele. Ficamos juntos até o anoitecer, avistamos a Lua e voamos até ela. Quando pousamos, foi a primeira vez que nos afastamos e pude observar a sua crina crescendo, crescendo, crescendo…. Ele virou ela – uma mulher nua, de cabelos longos até o chão. Era o feminino. 

Ao nos despedirmos, ela voltou ao seu formato de cavalo e foi embora. Eu fiquei ali, na Lua, com as minhas asas. E, de personagem, virei espectadora; via a cena de longe: um ovo branco que se mexia até quebrar e nascer um filhote de cavalo alado com cabeça de águia. Era a Aluf, um Hipogrifo branco. 

O tambor bateu, me acordando para o mundo real. Por 30 minutos meu inconsciente dominou meus pensamentos me mostrando um novo universo. Ainda tremula, levantei e me encarei no espelho, um leve sorriso se formou. “Bem-vinda, Pegasus”, sussurrei. 

Relato da meditação de Ana Luisa Fernandes guiada por tambor xamânico com a terapeuta Fabiola de Freitas.

Ficha Técnica

PEGASUS MATERIAIS A coleção traduz, com um olhar sincero, as necessidades lúdicas essenciais para o equilíbrio psicológico. Assim, as silhuetas da alfaiataria recebem cores, estampas e volumes divertidos e inusitados, feitas em matérias primas que fogem do comum. 

MATÉRIAS PRIMAS As bases têxteis desenvolvidas pela Gvallone unem a fibra mais antiga com a mais tecnológica, linho e poliamida biodegradável, estão presentes nas peças com rosa vibrante, estrutura e volume. Já os tecidos da Ecosimple são de fibras recicladas que formam, através de suas tramas, diferentes tipos de xadrez. A lã nacional, feito pela Lady Tecelagem, é usada na alfaiataria, enquanto as peças transparentes são de plástico fabricado a partir da reciclagem de sobras do próprio ateliê e de doações de lojas parceiras como a Gallerist, através de uma técnica de fundição feita por Tereza Ferreira. Os estudos com o vidro permanecem. Desta vez, brincos e adereços de cabelo seguem a silhueta redonda da coleção, finalizados em prata e banho de ouro rosé. 

SILHUETA As formas brincam com proporções de tamanhos que remetem a balões, assim como o “inflado” em pontos específicos das peças, como se partes delas tivessem sido soprada. O resultado são formas inusitadas para a modelagem. 

SAPATO A união criativa entre Manolita e ALUF resultou em um sapato e duas bota com saltos de madeira que brincam com formas arredondadas. 

BELEZA Referência aos anos 1980 misturando elementos da viagem xamânica, como o rabo do Pegasus. Os acessórios do cabelo são feitos em vidro, que representam o elo entre o real e o lúdico. 

TRILHA POR: FUNDO A trilha foi composta pelo Grupo Fundo e tem como inspiração o tambor usado na meditação xamânica, tocado pela Terapeuta Fabiola de Freitas aliado a referências musicais dos anos 80, inspirada na trilha do filme A História Sem Fim. 

Diretora Criativa: Ana Luisa Fernandes Coordenador de desfile: Felipe Guiter Beleza: Mika Safro com produtos PHYTO Styling: Larissa Luchessi com assistência de Andre Puertas Equipe ALUF: Júlia Chiaradia, Thayame Soares e Rachel Cheida PR e Assessoria de Imprensa: Catrina Carta Kowarick e Elisa Caetano Sapatos em parceria com Manolita Modelagem por Bianca Matsusaki Costura por Elizabete Ferreira e Maria Julia Calado Agradecimentos especiais Carol Puppe, Cintia e Gabriela Galavote 

Contato:

Elisa Caetano

elisacaetanoabgmail.com

Catrina Kowarick

catrinacowarickgmail.com