“Acho um absurdo quem não vai ao SPFW se não receber cachê”, conta Camila Coutinho

“Acho um absurdo quem não vai ao SPFW se não receber cachê”, conta Camila Coutinho

Em entrevista ao CanAlvaro, do jornalista Alvaro Leme, a influenciadora analisa sua trajetória e o mercado das blogueiras de moda, do qual foi pioneira

As blogueiras de moda se dão bem ou existe muita rivalidade? Chega presente na sua casa todo dia? Como você aprendeu que preço cobrar pelos seus posts? Só aparecem nas suas redes produtos que pagaram para estar ali? Essas foram algumas das perguntas que Camila Coutinho respondeu em sua participação no CanAlvaro, do jornalista Alvaro Leme.

Integrante da primeira onda de profissionalização dos blogs, Camila lançou o dela em 2006, aos 19 anos. Desde então, conquistou relevância crescente com conteúdo sobre moda não só na página, como nas redes sociais que surgiram. Está presente em todas as principais – seus dois perfis no Instagram (um dela, um do blog Garotas Estúpidas, o GE) somam quase 4 milhões de seguidores.

Camila fala na entrevista sobre a preocupação em não deixar de acompanhar a moda nacional. “Acho um absurdo quem não vai ao São Paulo Fashion Week se não receber cachê”, afirma. Mesmo quando não está no Brasil, ela escala alguém para representar o GE na cobertura do evento.

Empreendedora

Hoje, Camila Coutinho é uma empresária de sucesso que coordena sua equipe composta por duas agências que cuidam comercialmente de sua imagem, contudo faz questão de destacar: “Eu sei me vender muito bem… Além de gostar da parte criativa, eu amo a parte comercial, sou eu quem decido”.

Seu perfil empreendedor e a vontade de crescer na profissão que escolheu esteve presente desde o início, mesmo quando nem sabia como atuar nesse meio. “Fui numa agência de um amigo publicitário para perguntar como funcionava e montei um media kit, um pouco da minha cabeça, um pouco com as informações que ele me deu. Fui tocando com isso e sempre atenta ao mercado”, conta.

No entanto, ela destaca que só a força de vontade não é suficiente, alguém que escolhe se expor ao julgamento de milhões de pessoas por conta própria tem outros obstáculos a enfrentar. “A gente é ser humano, acaba dando atenção para o que as pessoas falam, mas eu sempre digo que a gente não deve dar tanta atenção para o dizem. Vai ter sempre alguém falando pra você que não tá legal, que é perigoso. E aí você vai minando a sua paixão, a sua vontade, porque você fica pensando na opinião do outro”.

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